Flavio

Flavio

O sorriso não sai do rosto. Ele esconde as batalhas vividas por aquele homem com coração de menino. O brilho dos olhos negros contrasta com a mente. Nela, um mar de possibilidades. Assim como a maré, traz e leva recordações. A farta barba, presente com ele desde a juventude, revela os anos de experiência desse personagem. Nesta fase, teve que amadurecer em um rápido processo.

 

A ausência de um dos membros inferiores não foi capaz de pará-lo. A vida nunca foi um caminho pacato. E as pedras que por ele surgiram, foram pouco a pouco lapidadas pela persistência. No fim, já eram brilhantes que iluminaram a linha de chegada. Esse é Flavio Reitz. O paratleta de salto em altura saiu de Francisco Beltrão (PR), cidade com 84 mil habitantes, para conquistar o mundo. No peito, carrega a bandeira do Brasil estampada em seu uniforme verde e amarelo.

 

Hoje com 32 anos, viaja pelo mundo afora para tornar real os seus sonhos. Conheci Flávio neste ano, 2018, durante o maior evento de barcos a vela do mundo. Na cobertura da Volvo Ocean Race pude ver de perto o esportista respeitável e inspirador que é. Esta é uma história de superação!

primeiros fundamentos

A vida pode ser comparada à construção de uma casa. Os primeiros fundamentos são essenciais para garantir o sucesso da edificação. Assim seguia o Brasil pela busca do equilíbrio de um dos principais alicerces nacionais, a administração pública. Neste percurso, o pai da economia, Eugênio Gudan, falecia aos 100 anos. Fundador da primeira escola do segmento no País, sempre foi tido como um exemplo de eficiência monetária. Devido à crise de 1986, seria esse um dos principais sonhos dos brasileiros. 

Como já diz a banda RPM em Revoluções por minuto, “ouvimos qualquer coisa de Brasília”, e o Cruzado era a mais nova promessa do então Presidente José Sarney para controlar a inflação. Os preços mudavam freneticamente assim como a época. O cometa Halley deixava seus vestígios, porém, outro desconhecido dava as boas-vindas ao mundo. A cocaína solidificada em cristais era o novo lobo mau da juventude. 

Se por um lado o crack químico depreciava o futuro da humanidade, um jogador craque de bola encantava o planeta. A Copa do Mundo consagrou Diego Maradona e adiou o tão sonhado tetracampeonato da Seleção Brasileira de futebol. Nas pistas, Ayrton Senna conquistava a terceira colocação do campeonato geral da Fórmula 1. E no terceiro Estado da região Sul, nascia um menino destinado a brilhar tanto quanto uma estrela.

somos tão jovens

Em Francisco Beltrão vivia o adolescente Flavio Reitz. O garoto fugia dos padrões de beleza da época, mas era pela simpatia que conquistava seus amigos. Desde cedo, teve que arcar com responsabilidades. Ajudava a mãe Leoni nas tarefas de casa e cuidava de Indianara, sua irmã caçula. Passava os dias arquitetando seu futuro. Sonhava em se tornar um engenheiro civil tão importante quanto Francisco Prestes Maia . 


Para isso, traçou um planejamento a longo prazo. Trabalhar como servente de pedreiro com o tio até completar 18 anos. O dinheiro conquistado com o suor do próprio rosto seria aplicado em um grande investimento, a faculdade de Engenharia Civil. O curso era ofertado em uma cidade vizinha, já que onde morava, o período de aula era integral e ele precisava trabalhar. Enquanto esperava, curtia seu tempo livre suando a camisa ao jogar futebol ou pedalar pelas ruas paranaenses. 


Tudo seguia como o programado. O primeiro de quatro anos já havia passado, mas 2001 guardava contratempos. Em frente à televisão, Flavio vibrou com a classificação da Seleção Brasileira para a Copa do Mundo no Japão e Coreia do Sul. Meses depois, pela tela do negatoscópio, viu sua radiografia apresentar lesões no fêmur esquerdo. Naquele momento, o mundo dele caiu. Foi diagnosticado com osteossarcoma, o tipo de câncer que começa nas células formadoras dos ossos e atinge menos de 15 mil brasileiros por ano. A partir daquele dia, Flavio entrava nesta triste porcentagem.

Tão rara quanto a doença que carregava era a esperança daquele jovem. Aos 15 anos, enquanto seus colegas curtiam a vida em viagens e festas, Flavio estava internado num hospital em Curitiba. A quimioterapia não foi capaz de erradicar o mal que tirava o sono da família Reitz. Após completar 16 anos, em novembro de 2002 foi amputada a perna esquerda. Isso foi necessário para não afetar outras partes do corpo. “Eu já era feliz e isso não mudou após a amputação. Isso me fez valorizar mais as coisas”.


Assim como nas lendas, heróis nunca perdem a esperança quando tudo está frio e a luta está próxima. Antes de tudo começar, elas já sofrem todo o mal, só para tocar um sonho. Escrever o nome na eternidade não é algo fácil. O público não vê o preço que isso custa. As cicatrizes que colecionam dão força para voos mais altos. Naquele momento, como uma fênix, Flavio renascia das cinzas.

“SABER QUE EU TINHA CHANCE DE SOBREVIVER PERDENDO SÓ UM MEMBRO ME FAZIA TER GARRA PARA LUTAR”.

somos tão jovens

Você já deve ter ouvido falar do mito da fênix. Ao deparar-se com a morte, o pássaro é consumido pelo fogo. O processo de cremação culmina em uma nova criatura. Assim aconteceu de forma figurativa com Flavio. Ele venceu o câncer para se tornar um novo jovem. Aprendeu a lidar com a doença e com a dor: “Eu amadureci cinco anos em seis meses”.

No mesmo hospital se juntava a mais 30 crianças com câncer. Ele conta que as via brincando sem saber do futuro que a esperava. “Saber que eu tinha chance de sobreviver perdendo só um membro me fazia ter garra para lutar”. O pequeno samurai se sacrificou ao máximo para não demonstrar sofrimento à mãe. Quando o assunto é dificuldade, Dona Leoni já está calejada. Porém, isso nunca a fez esmorecer. O filho diz: “Minha mãe sempre foi o meu alicerce”.

Marcos José Konder Reis já afirmava na poesia “Aparência” que “trilhamos uma estrada incerta e traiçoeira”. Isso foi pouco a pouco revelado a Flavio. Todo projeto de construção envolve riscos. Não seria diferente com aquele menino que almejava ser engenheiro civil. Assim como Régis Bittencourt, Reitz precisaria reestruturar sua vida e criar o melhor caminho para realizar seus sonhos.

 

O ano de 2008 chegou com bons ventos. Na porta da família Reitz, um pássaro cor da neve deixara um ramo verde sinalizando a boa nova – claro que este é apenas um termo figurado que reforça a essência da novidade. Flavio foi convidado para integrar o time de handebol em cadeira de rodas. A primeira competição foi em janeiro de 2009, em Itajaí, cidade que com o tempo tornou-se referência no incentivo ao esporte local. 

 

A terrinha peixeira é conhecida por sua hospitalidade. Acolhe todos os anos, de braços abertos, atletas e paratletas. Entre tantos, um em especial se tornaria o menino dos olhos. No Itajaí Handball Cup, o garoto foi conquistado pelas paisagens naturais: “Foi amor à primeira vista”.  Esse foi o pontapé inicial para ingressar no esporte. Após o fim do campeonato, era hora de retornar para casa. Nessa visita, não foi só Flavio que se impressionou. Devido a sua desenvoltura em quadra, chamou a atenção de outra pessoa, mas isso fica para o próximo capítulo.

AS REGRAS DO JOGO

O atletismo foi o esporte com o maior número de competições e atletas nas Olimpíadas do Rio em 2016. Foram 177 provas e 1.100 mil esportistas. A modalidade reúne provas distintas realizadas no campo e na pista. O objetivo é saltar o mais alto possível sobre um sarrafo, sem derrubá-lo. Está presente nas Paralimpíadas desde a primeira edição dos jogos modernos, sediada em Roma, no ano de 1960. 


A competição conta com três disputas: atletas com membros superiores amputados, atletas com membros inferiores amputados que usam próteses, e atletas com membros inferiores amputados que não usam prótese na competição. Assim como nas Olimpíadas, cada atleta tem três chances. Ao errar o número máximo de vezes, está eliminado. A cada rodada a barra aumenta, pelo menos, 2 centímetros. Tudo é repetido até que só sobre um, o medalhista de ouro.


As provas são classificadas por um código de letras. Campo é identificado como F e pistas como T. Os números indicam o tipo e o grau de deficiência dos competidores. Deficiência visual, 11 a 13. Deficiência mental e intelectual, 20. Paralisia cerebral, 31 a 38 (31 a 34, cadeirantes, 35 a 38, andantes). Anões, 40. Amputados, 41 a 47. Competidores em cadeira de rodas (sequelas de poliomielite, lesões medulares e amputações), 51 a 57.





 

a busca por centímetros

Na terra natal, Flavio começou a praticar basquete, arremesso de peso, lançamento de dardo e disco. De pronto, já conquistou a terceira posição no ranking nacional do lançamento de dardo. A posição o nomeou como promessa da modalidade. Ao ver o estilo de jogo do paranaense, Marisa da Rosa já previa um futuro brilhante. A professora de Educação Física também é paratleta pelo município de Itajaí. Foi ela a primeira pessoa que o incentivou a construir uma carreira profissional na terra peixeira.

 
Naquele momento, ele se assegurava em um serviço concursado na Prefeitura de Francisco Beltrão. Dona Leoni não aprovou a ideia. Como toda mãe coruja, queria manter o primogênito debaixo das asas dela. Mas já dizia Zezé Di Camargo e Luciano, “o filho vira passarinho e quer voar”. Flavio se jogou em um voo rasante que o deixou próximo à superfície, mas logo o levaria às alturas. Em cinco meses já fazia parte do Clube Roda Solta.

 

A vida de Flávio sempre se assemelhou a uma corrida de Fórmula 1. Devido à velocidade dos acontecimentos, cada ano guardava uma surpresa. Na pista de atletismo conheceu aquela que se tornaria seu braço direito. A professora Aline Rita de Barros coordenava o Programa Paradesportivo da Fundação Municipal de Esporte e Lazer (FMEL). Na posição de técnica, convidou Flavio a fazer uma prova na modalidade do salto em altura. 

 

Deu toda a força necessária para conquistar o jovem forasteiro. O ensinou a saltar sem causar machucaduras ao corpo. A primeira reação ao convite foi negativa, mas ela não se deu por vencida. “Ela acreditou e viu uma possibilidade que nem eu via”.  Com paciência, passou a treiná-lo. A primeira vez que pisou na pista circular azul e cinza, era apenas um jovem. Após superar o primeiro obstáculo, já era um homem. Naquele momento aprendeu uma importante lição de Stephen Hawking : “Olhe para as estrelas e não para os seus pés.”

“ELA ACREDITOU E VIU

UMA POSSIBILIDADE QUE NEM EU VIA.”

"FECHA A CARA E TREINA!

NÃO É PORQUE TEM UMA PERNA QUE VAI FAZER CORPO MOLE."

“Fecha a cara e treina. Não é porque tem uma perna que vai fazer corpo mole” – esse é o lema do dia a dia de Flavio. O treino feito por ele é semelhante ao de qualquer atleta, o que muda é a forma de fazê-lo. Não é capaz de correr devido à deficiência. Obtém o mesmo resultado trotando com vários saltos. Em média, os atletas correm cinco vezes pela pista de atletismo para aquecer. Flávio, porém, faz duas, o que já o deixa ofegante. 


As adaptações acontecem no dia a dia. Flavio sente falta de apoio bibliográfico sobre o assunto. Falta aproximação da parte teórica com a prática. Não se encontra manual de como saltar em altura com apenas uma perna. Quando relata sua experiência, ele afirma: “Foi tudo muito empírico, tentativa, erro e acerto”. Se alguma prática dá certo é adicionada ao treinamento. A modalidade possui alto nível de impacto. No caso do paratleta, o choque é multiplicado por dois. 

paralimpíadas


 

Você já deve ter lido, assistido ou ouvido falar das Crônicas de Nárnia. Imaginem que Flavio se mudou para uma casa chamada Itajaí. Nela, encontrou no sótão um exuberante guarda roupa. Como todo jovem curioso, quis ver o que aquele monumento guardava em seu interior. Ao pôr as mãos na maçaneta e girá-la, se impressionou igual a Lúcia Pevensie – personagem do livro em questão. 

Para o espanto deles, aquele móvel guardava a passagem para outro reino. Lúcia seguiu feliz a explorar Nárnia. Flavio tomou outra direção que o levou para um reino mais unido. Nele, encontrou a maior competição mundial esportiva. “Foi um susto propriamente dito!” - Após um ano de dedicação ao esporte, recebeu o convite para participar das Paralimpíadas de Londres, em 2012. Saiu do Brasil com um público de 500 pessoas. Entrou no Estádio Paralímpico de Londres com 80 mil espectadores.

Nárnia enfrenta um terrível e prolongado inverno imposto pela falsa rainha Jadis – a Feiticeira Branca. Em outro reino distante, o sol incomum aquecia os corações de 4.280 mil paratletas de 166 nacionalidades diferentes. Desses, 182 brasileiros. Na terra da monarquia britânica, receberam as boas-vindas da icônica Rainha Elizabeth II. Na cerimônia de abertura, Stephen Hawking os inspirava ao afirmar que pensamentos inovadores levaram a ciência a derrubar barreiras antes consideradas intransponíveis. O mesmo acontece com paratletas que desafiam os limites da performance humana dia após dia.

Flavio disputou com os melhores paratletas do mundo. Afirma que foi um misto de alegria, honra e nervosismo. A medalha não veio, mesmo assim o resultado foi histórico. Salto de 1,68 metros na primeira competição internacional. Bateu o recorde brasileiro da modalidade – segundo o Comitê Paralímpico Brasileiro – e a própria melhor marca da carreira de 1,65 metros de junho de 2012. Para fechar com chave de ouro, foi o único representante das Américas na decisão. O leão Aslam atendeu os pedidos da família Reitz. E após a primeira missão, chegara a hora de Flavio traçar o caminho para casa.

jogos parapan-americanos


Logo que pisou na República Brasileira, já iniciou o treinamento com o foco no próximo campeonato. Muito trabalho, dedicação e ausências em compromissos pessoais. A dieta é uma das coisas mais complicadas para ele que é um louco apaixonado por chocolate –“É difícil, mas vale a pena”. No Campeonato Mundial de Andorra, em 2015, conquistou a sétima posição. Isso deu a ele o passe para a próxima estação. Aslam já estava à frente, protegendo de tudo. O destino? A Nárnia canadense.

Entrou no vagão chamado agosto. E assim o trem o levou para os Jogos Parapan-americanos de Toronto. Ao contrário da história literária, se passaram apenas três anos desde a última visita ao reino. Dois mil e quinze marcaria a briga pelo ponto mais alto do pódio. Na mente, apenas um sonho: tornar-se o rei do paradesporto. E assim como Pedro, voltar a Nárnia com o título de campeão no peito. Reitz liderou a disputa durante boa parte da prova. O brilho dourado respingou nele. Ao tentar o salto de 1,78 metros, falhou nas três tentativas. Porém, não levantaria daquele colchão com as mãos vazias.

A marca de 1,74 metros o tornou recordista sul-americano da categoria T42 – amputação unilateral acima do joelho ou sequela similar. A coroa ficou sobre a cabeça do Príncipe Caspian norte-americano que também pode ser chamado de Roderick Townsend-Roberts . Porém, assim como na trilogia de Clive Staples Lewis, Flavio (Pedro) e Roderick (Caspian) reinam indiretamente o esporte paralímpico. E o mais importante, são exemplos de garra e determinação. 

jogos do rio 2016

Um quadro incomum despertou a curiosidade dos irmãos Pevensie. A paisagem animada ilustrava um agitado mar sendo cortado pelo rastro do navio. De repente, a moldura começa a inundar a sala e atrair as crianças para seu interior. Flávio viveu uma experiência semelhante. A classificação para as Paralimpíadas de 2016 serviu como um portal para a cidade maravilhosa. Das ondas itajaienses, chegou à praia de Copacabana. 

Os Jogos do Rio foram peculiares. Pela primeira vez, ele via da janela de “casa” o mundo lá fora. O sonho dourado não saía da cabeça. Dessa vez, contaria com a presença da família e amigos. O Estádio Olímpico Nilton Santos o aguardava ansioso. O uniforme mesclado em diferentes tons de verde escuro, turquesa e limão foi exibido por Flavio no dia 9 de setembro. Ao esperar para iniciar a corrida até a linha demarcada, o canto da torcida brasileira ecoou pelo estádio. 

“Brasil, Brasil” – impulsionado por essa energia, fez seu primeiro salto. Seguiu até sofrer uma lesão. Momentos como esses nunca são fáceis. Numa competição importante, se torna mais difícil lidar com a frustração. Afinal, são quatro anos de preparação, dedicação, foco e investimento de todos. Flavio afirma: “É preciso saber que demos o nosso melhor, mas passamos do limite sem querer”.
Voltou para Itajaí com a nona colocação no currículo. Não foi esse o obstáculo que o fez estacionar. No início de 2017, sofreu uma segunda lesão. No final do ano, mais outra, dessa vez no músculo da panturrilha. A mesma lesão de 2016 voltara para assombrar Flavio que desde criança não foi de se assustar com fantasmas. Com fé, superou o mar agitado no qual o barco o havia levado. Só que agora o capitão da embarcação seria ele.

 


“É PRECISO SABER QUE DEMOS O NOSSO MELHOR, MAS PASSAMOS DO LIMITE SEM QUERER.”

o tempo não para

Resistência, dor, suor e náuseas. Esses obstáculos serão trabalhados por Flavio até o início de 2019. São quatro meses de intenso treinamentodurante a fase de base. O alvo? No primeiro semestre do ano, disputar o Open Mundial em São Paulo. A corrida é contra atletas das Américas e da Europa. Após isso, segue para a primeira etapa nacional do Campeonato Brasileiro. As metas do menino de ouro são ambiciosas.  Jogos Parapan-americanos em Lima (Peru) e Campeonato Mundial em Dubai (Emirados Árabes). Se você pensa que acabou, se enganou.


O próximo ano será a base para 2020. O que o aguarda? Jogos Paralímpicos de Tóquio. Na terra do sol nascente, Flávio poderá conquistar seu lugar à luz. O paranaense se inspira na frase de seu ídolo, Ayrton Senna: “Na adversidade, uns desistem, enquanto outros batem recordes”. Para superar essa marca, pega a “Benção” da canção de Giana Cervi e segue com a “Paciência” (Patience) de Guns N' Roses. E como na sequência da trilogia de Nárnia, encara mais uma passagem para o novo mundo. Porém, ao invés de sentar no “Trono de Prata”, saltará para conquistar a coroa dourada.
 

maré esportiva